Sobre o artista
Sou mestrando em Artes pelo PPGARTES/UERJ (Programa de Pós-Graduação em Artes da UERJ), graduado em Artes Visuais (2021), Bacharelado e Licenciatura, pelo Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde integro os grupos de pesquisa "Qual é a escrita que uma superfície plástica solicita?" e "Temporalidades Inconciliáveis"; além de fazer parte do grupo “Prática Artística e Experiência Cotidiana”, composto por membros do PPGARTES/UERJ e do PPGCA-UFF (Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes). Possuo formação complementar pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage: cursei a Capacitação de Mediadores (2015), estudei Serigrafia (2013) e participei do programa de Fundamentação em Artes Visuais (2011). Sou artista-educador, trabalhei no educativo de exposições em algumas instituições culturais da cidade do Rio de Janeiro, entre elas a Casa França-Brasil, o Oi Futuro e o Sesc Rio. Trabalhei como professor de Artes para os anos iniciais do Ensino Fundamental na Prefeitura do Rio de Janeiro; assim como para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio em algumas escolas da rede privada da cidade do Rio de Janeiro.
Como artista visual, tenho um interesse mútuo pela plasticidade das diferentes formas de expressão nas artes visuais que é vivido por uma criação de sentidos e sentimentos consonantes à arte contemporânea. Desenvolvo uma pesquisa sobre superfícies e formalismo. Penso na criação artística em modos de ser e estar no mundo através de uma investigação epistemológica, produzindo pinturas, esculturas e desenhos.
No campo da criação, minhas produções artísticas exploram formas do cotidiano. Exalto a estética dos objetos domésticos, ressaltando as marcas do processo fabril e matricial da cultura popular. O uso de materiais como serra tico-tico e ferragens em meus trabalhos reflete uma busca por liberdade formal e poética, enquanto busco traduzir a angústia e a beleza da vida na periferia das cidades. Além disso, há uma prática que visa assentar na realidade aquilo que vem do onírico, das imagens fugazes que nossa imaginação cria. Retrato analogias à vida e aos corpos de seres viventes — humanos, animais e plantas — através de um figurativismo dismórfico. Esse processo é perpassado pela emblema da luz como os pontos mais claros de uma composição, e pode ser caracterizado pelo uso do espaço negativo/vazio em telas, folhas e panos de fundo no geral.